Fórum Global de Criação de Valor Compartilhado debate mudança de paradigmas na agricultura e cadeia produtiva

Painel “Agricultura sustentável e cadeia de fornecimento: como atender à demanda duas vezes maior com a escassez de recursos até 2030?” discutiu aspectos ligados à produção em todo o mundo e necessidades futuras do setor

São Paulo, outubro de 2014 – Durante o Fórum Global de Criação de Valor Compartilhado, realizado pela Nestlé em Lausanne, na Suíça, um dos paineis mais concorridos foi o Agricultura sustentável e cadeia de fornecimento: como atender à demanda duas vezes maior com a escassez de recursos até 2030?, que reuniu especialistas de diversas partes do mundo em uma conversa sobre o futuro da atividade rural e necessidades da cadeia produtiva. Entre os convidados estavam Puvan J. Selvanathan, head de alimentação e agricultura da United Nations Global Compact, Professora Ruth Oniang’o, fundadora e diretora executiva do programa de divulgação rural do Quênia, José Lopez, vice-presidente de operações da Nestlé e John Elkington, co-fundador e chairman da Volans.

Trabalhadores no centro das necessidades do setor agrícola - Alinhado à visão da Nestlé sobre a Criação de Valor Compartilhado em longo prazo, não apenas para seus acionistas, mas também para a toda a sociedade, o debate abordou ações necessárias para garantir a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva, não só para assegurar o abastecimento adequado e produção de matérias primas de qualidade, mas também para o sustento das comunidades rurais e seu crescimento sustentável. Nesses aspectos, foi consenso entre os participantes a necessidade de empoderamento das comunidades e formação de pessoas para o trabalho rural com agregação de valor à função, por meio da oferta de infraestrutura e educação, que possibilitem o aumento sustentável da produção ao preservar o meio ambiente e evitar desperdícios.

Exemplo do Quênia – O painel também possibilitou a discussão sobre realidades extremas como a exposta pela professora Ruth Oniang’o. Ela falou sobre as dificuldades enfrentadas no continente africano, que são anteriores às necessidades do resto do mundo, por passarem pelas condições precárias de saneamento básico – sem banheiros ou água potável para os trabalhadores, inexistência de irrigação apropriada nas lavouras e falta de conhecimento para operar novas tecnologias e de acesso. Para ela, um aspecto fundamental e que precede o envolvimento do setor privado é a adoção de politicas públicas que regulamentem questões ambientais e sociais, que tragam, por exemplo, mais homens e jovens para o campo, já que hoje as mulheres constituem a maioria. “A inexistência de políticas públicas com foco na agricultura é um aspecto crítico, pois empresas não podem operar onde há um vácuo em termos de envolvimento dos governos”, afirmou.

Produção cafeeira - Entre os cases usados como exemplo de boas práticas de educação para a melhoria da agricultura e qualidade de vida dos produtores, o destaque foi para o trabalho realizado com produtores de café em todo o mundo, que hoje se reúnem em cooperativas para vender diretamente para a Nestlé grãos de qualidade superior, sem a necessidade de intermediários, o que confere mais lucro e sustentabilidade para cafeicultores e suas famílias. “A Nestlé entende que faz parte do DNA da companhia entender as necessidades e ajudar no desenvolvimento de toda a cadeia produtiva, gerando valor para cada um dos indivíduos envolvidos na produção e melhorando as condições de vida das comunidades onde atua”, disse José Lopez, vice-presidente de operações da Nestlé.

Para saber mais acesse: http://www.nestle.com/csv

Sobre a Nestlé É a maior empresa mundial de nutrição, saúde e bem-estar, com operações industriais em 83 países e marcas mundialmente consagradas. No Brasil, instalou a primeira fábrica em 1921, na cidade paulista de Araras, para a produção do leite condensado Milkmaid, que mais tarde seria conhecido como Leite Moça por milhões de consumidores. A atuação da Nestlé Brasil abrange segmentos de mercado achocolatados, biscoitos, cafés, cereais, cereais matinais, águas, chocolates, culinários, lácteos, refrigerados, sorvetes, nutrição infantil (fórmulas infantis, cereais infantis e papinhas prontas para o consumo), nutrição clínica, produtos à base de soja, alimentos para animais de estimação e serviços para empresas e profissionais da área de alimentação fora do lar. Atualmente, a rede de distribuição dos produtos cobre mais de 1.600 municípios dos mais diversos tamanhos. A Nestlé Brasil e suas empresas coligadas estão presentes em 99% dos lares brasileiros, segundo pesquisa realizada pela Kantar Worldpanel. A empresa tem 31 unidades industriais, localizadas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Emprega mais de 21 mil colaboradores diretos e gera outros 220 mil empregos indiretos, que colaboram na fabricação, comercialização e distribuição de mais de 1.000 itens.